O Levante! – Festival Internacional de Mulheres em Cena

Do dia 9 a 15 de setembro ocorre o O Levante! – Festival Internacional de Mulheres em Cena, e o Galpão Cine Horto vai sediar algumas das atividades do festival.

O Levante! é um evento que busca a troca cultural e artística entre mulheres de diversos países com diferentes trajetórias. A proposta é abrir um espaço de compartilhamento de obras, expansão da formação de público e inclusão do cenário cultural de Belo Horizonte dentro do The Magdalena Project, uma rede dinâmica e intercultural de mulheres no teatro e na performance, intermediando a discussão crítica, apoio e treinamento. É uma conexão para diversos grupos de performances e indivíduos cujo interesse comum situa-se no comprometimento de assegurar a visibilidade do empenho artístico das mulheres. Saiba mais!

Idealizada pela diretora Lívia Gaudencio, da O Trem Companhia de Teatro, o Festival faz parte de uma linha de pesquisa pré-existente, que busca refletir a condição social e existencial do feminino e proporcionar a representatividade da criação da mulher na cena.

PROGRAMAÇÃO DETALHADA

DIA 9 (segunda)

CREDENCIAMENTO E BOAS VINDAS
9h às 12h – Grande Hotel Ronaldo Fraga
Rua Ceará, 1205 – Funcionários

Credenciamento e cerimônia de abertura para participantes com credencial.
(Evento interno para as participantes)

A Coral, canto coletivo de mulheres | Belo Horizonte (MG)
10hs – Demonstração de Trabalho (20 min)

O “Canto coletivo de mulheres” é um trabalho musical idealizado por Greyce Ornelas para mulheres no intuito de estudar o canto como ferramenta de expressividade e desenvolvimento pessoal a partir do Canto em Coletivo de canções feitas por compositoras sobre o universo feminino e sociedade. A mostra apresentará algumas canções estudadas no processo, performadas pela “A Coral” coletivo criado pelas participantes do curso, instigadas a continuar no estudo do canto, da música e da criação, afinando as gargantas juntas num belo coletivo que canta as dores, alegrias e amores de ser mulher. | Classificação Livre

Fala de abertura do Festival O Levante por Livia Gaudêncio
10:30hs

Roda de apresentação das participantes presentes
11hs

ALMOÇO
12hs às 13:30hs
* Sugestão de local: Restaurante João Rosa – R. Piauí, 1354 – Funcionários

Vivência Quilombola no Kilombo Urbano Manzo
14hs às 17hs
+ Conversa “Vozes Quilombolas” com integrantes do Kilombo Manzo (BH) e Quilombo de Marins (Brumadinho)
Oficina de banhos de ervas sagradas com Mãe Cássia do Kilombo Manzo
Oficina de Abayomis com Jana Janeiro da Casa Quilombê
(evento só para as participantes das residências)

* Haverá ônibus do festival para o Quilombo Urbano Manzo.
13h30 – Saída do Restaurante João Rosa para o Quilombo Urbano Manzo (Rua São Tiago, 216 – Sta Efigênia)
17h00 – Saída do Quilombo Urbano Manzo (Rua São Tiago, 216 – Sta Efigênia) para o centro de BH

JANTAR
17:30hs às 19hs
* Sugestão de local: Restaurante La Greppia – R. da Bahia, 1196 – Centro

ABERTURA DO FESTIVAL

Fuck Her | Ludmilla Ramalho – Belo Horizonte (MG)
19:30hs – Teatro da Cidade
R. da Bahia, 1341 – Centro
Performance (30 min)

O corpo da performer, nu e estendido no chão, é coberto por ração e quarenta pintinhos o percorre bicando para se alimentar.
Fuck her, em tradução livre, significa “foda-a” ou “coma ela”, expressão de conotação sexual com aspecto de violência. A fúria do termo inglês, no entanto, é desarticulada pelo jogo com o termo “pinto” que designa, em português, tanto o falo masculino quanto o singelo filhote da galinha, que descobrimos ser o verdadeiro agente do consumo do corpo feminino. | classificação 18 anos

FRIDA | Violeta Luna – México
20hs – Teatro da Cidade
R. da Bahia, 1341 – Centro
Performance (40 min)

A persona de Frida é utilizada como um arquétipo. Um símbolo da sociedade mexicana para questionar valores, sistema, nacionalidade, “mexicanidade” e um desejo de transgressão criativa. Ela também incorpora questões relacionadas com a rejeição e o abuso vivido pelos povos indígenas que foram excluídos de um projeto nacional que aspira “ascender ao primeiro mundo”. A performer usa seu corpo como um mapa, uma geografia de onde ela cruza fronteiras que vão além do território em gênero, sexualidade, ideologia e consciência. Frida representa um lugar onde os conflitos nacionais encontram suas expressões mais contraditórias: migração, superpopulação, discriminação e as tensões entre a cultura mexicana e seu vizinho do Norte, os Estados Unidos. O tema principal do espetáculo é centrado na figura de pintora mexicana Frida Kahlo: Frida como uma personificação das mulheres que questionam e desafiam, mulheres que lutam para afirmar sua identidade além das imposições políticas ou limites de gênero. Trata-se de uma performance interativa onde o público pode escolher entre ser parte ativa do espetáculo, integrar-se, propor ações ou testemunho. | classificação: 18 anos
* obra sem texto falado

Abertura de exposição de obras das artistas Bárbara Salomé, Cynthia Paulino, Coletivo Majestades e Fabiana Loyola
Artes Visuais
Teatro da Cidade
R. da Bahia, 1341 – Centro

DIA 10 (terça)

RESIDÊNCIAS
9hs às 12hs
MAPA E O CORPO: TERRITÓRIO E FRONTEIRA – Galpão Cine Horto
R. Pitangui, 3613 – Horto

BURIED – Teatro 171
R. Cap. Bragança, 35 – Santa Tereza

ALMOÇO
12hs às 13:30hs
* Sugestão de local: Restaurante Recanto Verde – Av. Petrolina, 910 – Horto

Demonstração de Trabalho com Beatriz Apocalypse
+ Visita ao Museu Giramundo
14hs às 16hs – Museu do Giramundo
(evento só para as participantes das residências)

* Haverá ônibus do festival para o Museu Giramundo.
13h30 – Saída do Restaurante Recanto Verde para o Museu Giramundo (R. Varginha, 215 – Colégio Batista)
16h00 – Saída do Museu Giramundo para o centro de BH Mercado Central

Mercado Central com visitação e JANTAR livres
16h30 às 19hs

APRESENTAÇÕES:

DelAção Não-Premiada | Fernanda Vizeu (RJ)
19:30hs – Teatro da Cidade
R. da Bahia, 1341 – Centro
Performance (20 min)

Baseado em fatos reais da história da Alemanha, uma artivista, traça paralelos com a atual situação política brasileira e mundial. | classificação: 18 anos
* obra apresentada em espanhol sem legenda

Urucum – Oráculo de Corpos Demarcados | Lívia Gaudêncio – (BH/SP)
20hs – Teatro da Cidade
R. da Bahia, 1341 – Centro
Performance (40 min)

“Existir não tem ensaio. Terra é corpo.
Corpo violado é ferida aberta que sangra de geração em geração.
Por isso, todo encontro é uma oportunidade de cura.”
A performance é um experimento que surge do encontro entre a artista brasileira Lívia Gaudencio e a performer mexicana Violeta Luna, para traduzir em imagens as marcas das violações históricas sofridas pela terra e pelos corpos femininos. | classificação: 18 anos

DIA 11 (quarta)

Ida de BH para Inhotim
08h00 – Saída do Hotel San Diego para o Museu do Inhotim
Hotel San Diego: Av. Álvares Cabral, 1081 – Lourdes
* Haverá ônibus do festival para o Museu do Inhotim.

MESA DE CONVERSA “Nossos Ecos: Vozes Femininas na Contemporaneidade”
10hs – Inhotim

Mediação de Lívia Gaudêncio, introdução de Fernanda Frazão (PR) e participação de Jill Greenhalgh (Reino Unido), Violeta Luna (México) e Soraya Martins (BH). | duração 2 horas

Visitação + almoço/piquenique (livre)
12hs às 15hs

Ida Inhotim a BH
15h – Saída do Museu do Inhotim para o Teatro Marília (centro de BH)
Teatro Marília | Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia
* Haverá ônibus do festival para o Teatro Marília.

“NUMBERS INCREASE AS WE COUNT…” | Ülfet Sevdi – Turquia/Canadá
16:30hs – Teatro Marília
Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia
Performance (60 min)

Quando os homens morrem ou são feridos durante uma guerra, atingem o status de heróis. Mas e quanto às mulheres? As consequências ‘escondidas’ da guerra, ou seja, as consequências para as mulheres, não parecem ser um material que suscita a história tradicional ou narrativa: 1) início 2) crise 3) encontrar solução-luta 4) o fim. A performance que tem como tradução “Números aumentam à medida que contamos…” é construída em torno de uma contagem contínua: 1, 2, 3… Esta contagem se refere ao número estimado de vítimas de tráfico sexual após o início da guerra EUA-Iraque e a ocupação do Iraque depois. Se fôssemos continuar a contagem até alcançarmos o número real de mulheres vítimas do tráfico, a contagem seria sem fim. Esta situação desesperadora resultou diretamente de um processo que oficialmente deveria contribuir para a ‘democracia’. | classificação: 18 anos
* obra apresentada em inglês sem legenda

JANTAR
18h às 19hs
* Sugestão de local: Restaurante Donna Margherita Carandaí – Av. Carandaí, 840 – Funcionários

“Eu Você Um Nó” de Lara Aufranc (SP) com participação de Julia Branco (BH) e Sara Não Tem Nome (BH)
19h30 – Teatro Marília
Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia
Show Musical (60min)

Cantora e compositora de São Paulo, Lara Aufranc apresenta seu 2º álbum solo, “eu você um nó”, no festival O Levante com participação especial de Julia Branco e Sara Não Tem Nome. O disco, gravado e mixado em janeiro e fevereiro deste ano, tem direção artística de Romulo Fróes (Elza Soares – “A Mulher do Fim do Mundo”) e mistura referências improváveis como Rita Lee, David Bowie e Metá Metá. O álbum é um relato confessional, cuja temática principal é a relação com o outro. Como viver em grupo numa sociedade que supervaloriza o indivíduo? Num mundo que vemos refletido nas telas dos celulares, com pouca escuta e senso crítico, o que é imagem e o que é real? Como é o amor na contemporaneidade? O que significa ser mulher? No repertório do show, além das faixas do novo álbum, a cantora apresenta músicas de Julia Branco e Sara Não Tem Nome, compositoras atuantes na cena independente mineira. No palco, Lara será acompanhada por Verônica Zanella na guitarra e Karen Fidelis no baixo. | classificação: 18 anos

*20h30 – Saída do Teatro Marília para o Teatro da Cidade
* Haverá ônibus do festival para o Teatro da Cidade.

YO CUAL DELMIRA | Verónica Mato – Uruguai
21hs – Teatro da Cidade
R. da Bahia, 1341 – Centro
Espetáculo (60min)

Quatro mulheres investigam, intervêm e transformam a vida e obra de Delmira Agustini, 100 anos após sua morte. Uma esposa que diz ‘basta’. Uma artista na intimidade de seu quarto. Uma filha que denuncia. Uma amante que goza. Uma mulher no palco. Delmira, eu, você, nós… Quantas mais? | classificação: 18 anos
* obra apresentada em espanhol sem legenda

DIA 12 (quinta)

RESIDÊNCIAS
9hs às 12hs
MAPA E O CORPO: TERRITÓRIO E FRONTEIRA – Galpão Cine Horto
R. Pitangui, 3613 – Horto

BURIED – Teatro 171
R. Cap. Bragança, 35 – Santa Tereza

ALMOÇO
12hs às 13:30hs
* Sugestão de local: Restaurante Recanto Verde – Av. Petrolina, 910 – Horto
13h30 – Saída do Restaurante Recanto Verde para o Teatro Marília
* Haverá ônibus do festival do restaurante para o Teatro Marília.

MOSTRA DIVERSA
14hs – Teatro Marília
Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia

A mulher que andava em Círculos | Marina Viana – Belo Horizonte (MG)
Trecho do espetáculo (30min)

Ela andava em círculos. Ela era o próprio círculo em que andava. Andou tanto que perdeu a noção se ia ou se voltava. Uma mulher que anda meio esquecida passa por sessões de lembrança para recuperar pedaços de seu trajeto. Este trabalho traz para o palco a memória coletiva e a estética dos prospectos do teatro político na América Latina. O monólogo conduz o espectador para ambiências políticas, afetivas e existenciais da protagonista, de onde surgirão questionamentos que serão desenhados no conflito entre a memória e o esquecimento. Com esta montagem, o Mayombe ratifica sua trajetória cênica, agora partindo da memória individual (perdida) para a coletiva que sofre processos semelhantes, promovendo assim o percurso inverso de quando o tempo deixa de ser uma filosofia e passa a evidenciar sua contagem regressiva no próprio corpo. Uma reflexão sobre o tempo, as utopias e as coisas que vão ficando pelo caminho. | classificação: 18 anos

Trombo | Carolina Corrêa – Belo Horizonte (MG)
Cena curta (15min)

Uma mulher recebe um diagnóstico, que pode ser fatal. Um diagnóstico que, naquele momento, para ela, é fatal. Um falso diagnóstico. Uma mulher que sente a dor, que sente os golpes, que procura um alívio para sua existência. Exames, testes e ressonâncias. Quantos golpes sāo necessários para um corpo deixar de ser um corpo? | classificação: 18 anos

Quem anda no Trilho é Trem | Bárbara Salomé – São Paulo (SP)
Work in Progress (30min)

Quem anda no trilho é trem é uma obra teatral de autoficção como toda memória de infância pode ser. É a narrativa de duas mulheres no interior de Minas Gerais – sobrinha e tia – donas de um sonho em comum: existir. A sobrinha conta a história da Tia que sonhava cantar numa rádio da capital, mas acabou se desiludindo de forma trágica. Uma pesquisa sobre a normalidade/loucura, a infância e os caminhos e desvios que nos levam para quem somos.| classificação: 18 anos

Mesa de Conversa | “Vamos juntas!: Sustentabilidade e Economia Criativa na Arte”
16hs – Teatro Marília
Gratuito

Mediação de Bárbara Freiris e participação de Jill (Reino Unido), Jana Janeiro (Casa Quilombê) e Verónica Mato (Uruguai). | duração 2 horas

JANTAR
18h30 às 20hs
* Sugestão de local: Restaurante Donna Margherita Carandaí – Av. Carandaí, 840 – Funcionários
20hs – Saída do ônibus
* Haverá ônibus do festival do restaurante para o Sesc Palladium.

MOSTRA DIVERSA
20:30hs – SESC Palladium – Foyer Augusto de Lima

Lua Cheia: ensaio sobre o afeto | Casa de Lua – Belo Horizonte (MG)
Vivência (30min)

Uma mulher nunca está só. Uma mulher veio de outra mulher que veio de outra mulher que veio de outra mulher, desde os tempos imemoriais. E é pra lá que ela volta quando outra vida está sendo gerada dentro de si. Abrimos um círculo de histórias que nos levam aos nossos ciclos, aos nossos nascimentos e aos nossos partos. Escutar essas vozes e as fases da lua, acalentar-se ao som do acalanto, tomar um chá quentinho no fim do dia, transformar cada encontro em afeto: é aí que começa o nosso “era uma vez”.| classificação: livre

ingressos: gratuito

MOSTRA DIVERSA
21hs – SESC Palladium – Teatro de Bolso

Ingressos à venda na bilheteria do Sesc Palladium e site do ingresso.com
R$ 20,00 inteira | R$ 10,00 meia

Manifesto COISAS BOAS ACONTECEM DE REPENTE | Cynthia Paulino – Belo Horizonte (MG)
Trecho do espetáculo (30min)

A anti-diva MamaCy diz tudo o que lhe vem à cabeça, antes do início de seu show de volta aos palcos. Sem papas na língua, reflete sobre o poder do feminino, a passagem do tempo, a saudade do filho, seus poetas preferidos e muito mais. Texto de Cynthia Paulino + livre adaptação de manifestos, entrevistas, músicas e textos da anti-diva Karine Alexandrino, a Mulher Tombada.
| classificação: 18 anos

Prisioneira 14/07 | Leticia Castilho – Belo Horizonte (MG)
Trecho do espetáculo (30min)

Um trabalho “quase-documental”, onde realidade e ficção caminham de mãos dadas e são mostradas de forma simples por personagem e atriz que compartilham a intimidade do seu espaço/cárcere e da sua vida com o público que a assiste. A performance traz à tona memórias e situações cotidianas que foram recriadas a partir de improvisações e montadas em sequência de quadros, sem nenhum compromisso com a linearidade narrativa. A personagem, vivendo em prisão domiciliar, recria a sua relação pessoal e íntima através da materialidade e questiona o condicionamento e a predestinação social, a contracultura, a reconstrução da identidade, a discriminação, a submissão e a resistência criativa da mulher na sociedade individualista. | classificação: 18 anos

DIA 13 (sexta)

RESIDÊNCIAS
9hs às 12hs – Galpão Cine Horto e Teatro 171

ALMOÇO
12hs às 13:30hs
* Sugestão de local: almoço (perto do Galpão Cine-Horto – Recanto Verde?)
13h30 – Saída do Galpão Cine-Horto (bairro Horto) para o Sesc Palladium

Cineclube – exibição de curtas dirigidos ou escritos por mulheres, seguido de bate-papo.
14hs – SESC – cinema

Gratuito
Mediação: Denise Flores
Curta SIGO VIVA (33 min)
SIGO VIVA é um retrato da superação em ser mulher na sociedade atual. Após sofrer um abuso, Lívia busca na arte e no auto-cuidado um caminho revolucionário para seguir viva.
Representante: Luciana Brandão – co-roteirista e protagonista do filme
Curta LOGO APÓS (29 min.)
Sinopse: Logo após a história do aborto clandestino de Karolaine virar notícia na TV, Sônia movimenta-se para encontrar a jovem Alice.
Convidada: Ana Carolina Soares – roteirista, diretora e montadora
Curta PEIXE (17 min.)
Sinopse: Marina é uma jovem mulher lésbica que trabalha em Belo Horizonte realizando entregas com sua bicicleta.
Convidada: Camila Duarte – Figurinista
MOSTRA DIVERSA
17h – SESC Palladium – Teatro de Bolso

Ingressos à venda na bilheteria do Sesc Palladium e site do ingresso.com
R$ 20,00 inteira | R$ 10,00 meia

Ensaio para Senhora Azul | Kelly Crifer – Belo Horizonte (MG)
Trecho do espetáculo (30min)

Uma mulher líquida, que despeja, molha, encharca e logo escoa, escorre, jorra depoimentos como num surto, numa escalada maníaca. Diante da plateia uma cadeira, uma cantoneira, um balde, uma boneca que gira, copos de água e uma mulher com todas as suas questões existenciais. Um grito, mas não como o de Edvard Munch, e sim um desabafo que nos toca ora pela comicidade do desespero da personagem, ora pelo drama que vemos quando ela está diante de um beco sem saída e então nos convida, plateia, a ajudá-la sair para um abismo de simbologias e significados pessoais e universais.| classificação: 18 anos

Eu não sei você, mas eu sou Sapatão | Coletiva Fanchecléticas – Belo Horizonte (MG)
Cena Curta (20min)

Sa.pa.tão sapas, sapatonas, sapatas, brejeiras, caminhoneiras, futuristas, fanchas, lésbicas, cola velcro, entendidas, tesoureiras, safistas…
Nós que sempre existimos.
Nós que continuaremos existindo!
| classificação: 18 anos

Trezentos e Sessenta Graus ou as Muitas Mortes e Vidas de Sofia | Juliana Pina – São Paulo (SP)
Trecho do espetáculo (30min)

A dança a música e a poesia se encontram no corpo da atriz, para revelar o que não pode ser tocado. Sofia percorre o terraço de um alto prédio em frente ao mar de onde se atira, ou é jogada, ou cai sem querer.Partindo da obra lírica “Trezentos e Sessenta Graus ou As Muitas Mortes e Vidas de Sofia” publicada pela Lamparina Luminosa, o projeto investiga poeticamente, em linguagem entre o teatro e a dança, a morte violenta de pessoas jovens, especialmente por suicídio e a saudade dos que ficam e não sabem nem nunca saberão o que de fato ocorreu. O que se pesquisa também é a arte da presença e do afeto que envolve a comunicação com o público, que presenciará os acontecimentos enigmáticos e inexplicáveis como uma dança poema que às vezes se distancia de si mesma para questionar a vida e suas intermináveis perguntas. | classificação: 18 anos

JANTAR
19h30 as 20h30
* Sugestão de local: jantar (perto do Sesc é melhor neste caso. Algum???)
20h10 – Saída do Sesc Palladium para o Teatro Marília

MOSTRA DIVERSA
20h30 – Teatro Marília

Ingressos à venda na bilheteria do Teatro Marília e nos postos e site do Sinparc.
R$ 20,00 inteira | R$ 10,00 meia

AFio | Andressa Fonseca e Beatriz Regina – Belo Horizonte (MG)
Cena Curta (15min)

O corpo só existe no tempo presente, não negocia o agora. Em um mundo com tamanho excesso de informação, passamos a habitar todos os lugares menos o momento presente. Buscando refletir sobre como a relação que temos com nosso próprio corpo reflete em nossa experiência no mundo, Afio, através da linguagem da dança contemporânea e performance explora as possibilidades que dançar com um barbante nos permite física e poeticamente. | classificação: 18 anos

Corpo em Ciclo | Luiza Adjuto – Brasília (DF)
Performance (10min)

A partir do corpo Acrobático, manifesta se a dualidade entre masculinização e liberdade de menstruação da mulher. Numa Lira acrobática, aparelho circense, cria se momentos de tensões e de exposição do sangue menstrual. | classificação: 18 anos

Mulher, como você se chama | Janaína Matter – Curitiba (PR)
Espetáculo (40min)

Esse solo, com atuação e dramaturgia de Janaina Matter e direção de Maíra Lour, parte do conceito de corpo como casa, como espaço de memória, permanência, criação e abraça a ideia de trazer muitas histórias em um só corpo, assumindo a ancestralidade e a ascendência para falar de hoje. O trabalho é uma busca de encontro entre o que já foi, o que é e o que pode ser. É pra responder à inquietação que provoca saber do apagamento das mulheres na história do mundo. Falar de muitas mulheres é também falar de uma, falar de uma mulher é falar de muitas. Este é um movimento de fala. É um movimento de falar de onde se vem pra tentar entender se silêncio é abismo ou ponte. É pra chamar toda mulher que já passou por aqui e as que aqui estão. É pra seguir em frente com a força e a intuição de todas elas. | classificação: 18 anos

DIA 14 (sábado)

RESIDÊNCIAS
9hs às 12hs – Teatro Marília e Teatro 171

ALMOÇO
12hs às 14hs
* Sugestão de local: almoço (quem estiver no 171 almoça por lá mesmo; quem estiver no Marília almoça la perto. Havera um onibus que pegará os dois grupos para irmos a ZAP 18)
13h45 – Saída do Galpão Cine Horto para o Teatro Marilia (rápida parada) seguimos para o Espaço ZAP 18 (Rua João Donada, 18 – Sta Terezinha)

APRESENTAÇÕES:
15hs – ZAP 18

Ingressos à venda na bilheteria da ZAP 18.
R$ 20,00 inteira | R$ 10,00 meia

DOMINGO | Cida Falabella – Belo Horizonte (MG)
Espetáculo (75 min)

O espetáculo mescla fases da vida de uma mulher madura e a relação com a casa e com seus rituais de cura e renovação. Sua intimidade sendo compartilhada. Memórias, alegrias e tristezas. Depois da experiência comum, uma boa conversa com café, pão de queijo e broa de fubá.
| classificação: 18 anos

“Todas as vozes, todas elas” | Grupo de Teatro Mulheres de Luta da Ocupação Carolina Maria de Jesus – Belo Horizonte (MG)
Cena Curta (15 min)

A cena retrata a realidade da violência patriarcal e a tomada de consciência de se SER MULHER. A luta, a liberdade, a independência, a união, a beleza, a VOZ que surge e se coloca, sonhos para além do dia-a-dia: trajetória de mulheres comuns que encontram na luta, o sentido das suas vidas. O antes – o agora – o que há de vir. | classificação: 18 anos

Mesa de conversa | “Mulheres carregam o mundo: cultura e resistência”
17h – Zap 18

Mediação de Cida Falabella e participação da indígena Daru Tikuna, de Cássia Manzo (Quilombo Urbano Manzo) e de Poliana Campos (Ocupação Carolina Maria de Jesus).
| duração 1 hora e 30 minutos | classificação: 18 anos

ingressos: gratuito

JANTAR
18h30 às 19:45hs
* Sugestão de local: Jantar na Zap 18 (aguardando retorno da Cida sobre isso. Caso não tenhamos a ZAP 18 precisamos jantar lá perto ou perto do Marilia)
19h30 – Saída da ZAP 18 (Rua João Donada, 18 – Sta Terezinha) para o Teatro Marília

A RECEITA | O Poste Soluções Luminosas – Recife (PE)
20:30hs – Teatro Marília
Espetáculo (40min)

Ingressos à venda na bilheteria do Teatro Marília e nos postos e site do Sinparc.
R$ 20,00 inteira | R$ 10,00 meia

A todas as mulheres do mundo! Grita com o corpo a atriz Naná Sodré, na obra tragicômica que descreve um universo de uma mulher num processo de libertação. Num acerto de contas, a anônima confessa como passou a maior parte do tempo temperando suas ilusões com sal, alho e coentro com cebolinha… até mesmo em momentos desatinados. O espetáculo funciona como um foco de luz que revela as situações vividas no ambiente domiciliar/social de várias mulheres pelo mundo a fora!” Morte, violência, loucura e a intolerância de uma maneira peculiar são narradas nesse solo explorando diversos pontos de vista, abordando suas inexoráveis naturezas e revelando uma dramaturgia atual de Samuel Santos , antenada com as questões de uma personagem no seu processo limite.| classificação: 18 anos

DIA 15 (domingo)

MOSTRA DIVERSA
10h30 – SESC Palladium – Foyer Augusto de Lima
Gratuito

A Primeira Morte da Morte | Grupo Faz Me Rir – Belo Horizonte (MG)
Cena Curta (25min)

No sertão nordestino, Rosinha desesperada foge de Simão, um perseguidor de mulheres que não dá sossego às moças da cidade. Até que, a cangaceira reformada Xica Macramê, disposta a levar um novo tipo de vida, aparece e ao tentar ajudar entra em uma grande confusão com Rosinha e Simão. Não bastando na embolada, ela ainda vai ter que usar de sua esperteza para se livrar da Morte, que nunca matou ninguém e chegou para buscá-la.| classificação: livre

Um Lugar Chamado Sim | O Trem Cia de Teatro – São Paulo (SP)
Espetáculo para toda a família (50min)

Cansadas de ouvir tantos “nãos”, três andarilhas procuram por “um lugar chamado sim”. Ao viajarem ao redor do mundo, encontram a resposta através de histórias da oralidade mundial. No amor da mãe indígena, na generosidade da anciã celta, na união gerada pela donzela chinesa e na solidariedade das mulheres sábias da África é possível revelar o “sim” que soluciona a maior parte dos nossos conflitos. Trata-se de histórias contadas de forma lúdica e interativa, com sonoridades tocadas ao vivo. | classificação: livre

ALMOÇO
12hs às 13:30hs
* Sugestão de local: almoço (perto do Sesc para facilitar a logística)
13h20 – Saída do Sesc Palladium para o Espaço 171 (R. Cap. Bragança, 35 – Santa Tereza)

BURIED | direção de Jill Greenhalgh – Reino Unido
14hs – Teatro 171
GRATUITO

Perfomance resultante da residência para criação cênica realziada ao longo de 5 dias. Jill irá trabalhar com participantes da Residência investigando respostas individuais para a palavra “enterrado”. Memórias enterradas, segredos enterrados, erros enterrados, corpos enterrados, dor enterrada, provas enterrada, tesouro enterrado. Pode ser uma celebração do que acontece quando enterramos sementes no solo. Ou uma reflexão sobre o enterro e preservação de antiguidades sob a lava. Também pode ser uma resposta para as recentes catástrofes trágicas que ocorreram na região, onde uma homenagem precisa ser prestada – o que quer que incendeie a imaginação das artistas/criadoras. | classificação: 18 anos

*15h20 – Saída do Espaço 171 (R. Cap. Bragança, 35 – Santa Tereza) para o Teatro Marília

Resultados das Residências “O Corpo: Território e Fronteira” e “MAPA”
16hs – Teatro Marília
GRATUITO

bate-papo sobre Criações Cênicas em Residência
| duração 1 hora | classificação: 18 anos

Roda de Encerramento
17:30hs às 19hs – Teatro Marília
(evento só para as participantes)

18h45 – Saída do Teatro Marília para Casa Rosa do Bonfim (R. José Ildeu Gramiscelli, 301 – Bonfim)

FESTA DE ENCERRAMENTO
19hs – Casa Rosa do Bonfim

A Festa é fechada para convidadxs e participantes do Festival. Através da Campanha de Financiamento Coletivo estão disponíveis 100 convites como uma das recompensas oferecidas.
www.evoe.cc/olevantefestival

Dj Nath Leles | Belo Horizonte (MG)

A DJ Nath Leles vem crescendo no cenário de Belo Horizonte apresentando muito estilo e versatilidade em sua discotecagem! “A música sempre teve um espaço muito importante em minha vida. Cresci incentivada pelo meu pai, à passear por vários estilos musicais e escutar sem preconceitos, inúmeros artistas”. Essa bagagem musical é evidenciada em sua discotecagem eclética e de exímio bom gosto! A pista de dança é sucesso absoluto com essa Deejay que esbanja simpatia e alto astral!

Doiska Mc | Barbacena (MG)

Compositora, Poeta, MC (mestre de cerimônia) e cantora, atua desde de 2014 em Barbacena e no interior de Minas Gerais. Participou de batalhas de rimas nas cidades da região da Zona da Mata e na Capital. Produziu e participou da “Liga Feminina de Mcs MG”, primeira batalha feminina de rima na história do Hip Hop Nacional que ocorreu em 2014 e posteriormente a “Liga Feminina de Mcs Nacional” que envolveu mulheres Mcs de 08 Estados brasileiros em 2016 em São Paulo. Trabalho de ressignificação pessoal com ênfase nas grandes transformações internas como auto aceitação, auto-estima, superação, empoderamento e resistência, além de críticas sociais e políticas, bem expressivas nos versos. | duração 30 minutos | classificação: 18 anos

Bloco Corte Devassa | Belo Horizonte (MG)

O Bloco Corte Devassa surgiu, em 2011, dentro da Fundação Clóvis Salgado (Cefar) em uma turma do teatro com a temática de deboche e sátira a Corte Francesa e sua decadência.Numa segunda feira de 2012, 100 pessoas fantasiadas saíram para se abraçar e celebrar pela rua Sapucaí.Após oito anos na rua, estufamos o peito pra frente, a bunda pra trás e o punho para o alto. A Corte está revirada e o minueto já não faz parte da nossa festa. Agora é calcinha e ciroula no chão, afinal nosso corpo é palco de luta, de resistência e também de afeto, de irreverência, de prazer, de desejo, de alegria.Não aceitamos estarmos enlamaçados ou engaiolados. É liberdade, é ocupação! Nossas líderes #presente!!!! Guilhotina aos donos do poder cheios de pó branco e anéis de ouro. Caravelas ao mar para buscarmos de volta o que essa corte decadente e patética nos roubou. Uma crítica a realeza eurocentrada branca que cai do poder dando lugar a uma realeza afrofuturista, gayzista e feminista. | duração 90 minutos | classificação: 18 anos

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