2º Mostra de Monólogos do Galpão Cine Horto

Nos dias 17 a 27 de outubro, o Galpão Cine Horto apresenta a 2º Mostra de Monólogos, que ocupa a Sala Solo de quinta a domingo, sempre às 19h, com duas apresentações por dia.

Dando continuidade ao sucesso da primeira edição, a Mostra de Monólogos é um incentivo à produção dos alunos dos Cursos Livres de Teatro do Galpão Cine Horto, bem como a mobilização para criação coletiva. O evento também tem o intuito de ocupar e divulgar a Sala Solo, o teatro de bolso do centro cultural do Grupo Galpão, inaugurada em abril de 2018.

Confira a programação:

17/10 | QUINTA

Eu Parte, de Clara Bastos

Atravessada por textos de Adélia Carvalho, Gregório de Matos e Manoel de Barros e encarando de frente o individualismo que nos cerca, chegamos aqui em Eu Parte. Em meio ao caos de tempos modernos, é aniversário de 23 anos de Nicole Gomes de Sousa. Entre nomes, números, crachás e só. Uma jovem que não consegue lutar contra um sistema hegemônico, capitalista e homogeneizador cede a ser conduzida pelas grandes engrenagens. De frente ao seu medo de entrar em cemitérios sozinha à noite e ao parabéns silencioso e solitário, Nicole percebe o medo de ser em si e de se fazer parte. Como diz Manoel de Barros, “A maior riqueza do homem é sua incompletude. (…) Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc. Perdoai. Mas eu preciso ser Outros.”

Dramaturgia, concepção e atuação: Clara Bastos Concepção e direção: Bárbara Casseb Criação e operação de luz: Diego Gomes

Espécie, de Alexandre Miguel

Minha nudez te envergonha? Essa foi a pergunta precursora de Espécie . Escrita e editada durante o Núcleo de Dramaturgia no Galpão Cine Horto, a dramaturgia percorreu lugares que a fizeram distanciar desse questionamento, trazendo novas indagações. Isto ainda é sobre a nudez ou sobre as relações dos indivíduos entre si? Quem são eles? São colocadas em xeque as possibilidades discursivas sobre o indivíduo e suas relações. Homem, tempo, espaço, ausência, cotidiano e você: são temas desta conversa. O que veio depois, no processo de criação cênica, foi a pergunta: o que você não diria em um primeiro encontro? Em busca de respostas, instauramos um diálogo entre o eu-ator e a dramaturgia. Um processo em que o corpo passou a ocupar um espaço de perguntas sem respostas. Do que estamos falando e do que queremos falar? Qual é o desenho dessa cena? O recorte de inúmeros diálogos do cotidiano entram em jogo: o que é ficção e o que é biografia? Que ideia ou lugar são esses? Em que tempo estamos? Espécie traz formas para um corpo que reluta em dançar mas que precisa dizer algo.

Direção: Arthur Barbosa e Sadallo Andere Elenco e dramaturgia: Alexandre Miguel Iluminação e sonoplastia: Matheus Dias

18/10 | SEXTA

aSSpirina, de Velma Pimenta

Com a atuação da atriz Velma Pimenta, o monólogo mistura ficção e realidade e mostrará parte dessa barbárie causada também com o apoio da indústria farmacêutica. A peça aSSpirina é um teatro documentário e no desenrolar das cenas são retratadas as barbáries do Holocausto e a intrínseca parceria da Segunda Guerra Mundial e a indústria farmacêutica, como máquina de destruição em massa.

Atuação: Velma Pimenta Direção e dramaturgia: Allan Calisto Argumento e pesquisa: Velma Pimenta e Allan Calisto Figurino: Maria de Fátima Coelho Silva Projeto de Luz: Allan Calisto – Art Light Desiner Assessoria de imprensa: Grupo Balo Apoio: DrogaNova

Adotivo, de Calil Rodrigo

Um pai à espera de sua filha na fila de adoção é posto à prova por preconceitos, burocracias e medos. Ele não sabe quando ela chegará ou mesmo se ela chegará. Uma paternidade que nasce da determinação de não parar nunca na busca por este encontro.

Texto: Calil Rodrigo Atuação: Calil Rodrigo Direção: Léo Mascarenhas Iluminação: Léo Mascarenhas Som: Camila Pavanelli

19/10 | SÁBADO

Para Borges e Nascimento, de Thiago Monteiro

Anos 1960. Década em que a ditadura militar sufocava o país. Época também dos primeiros encontros e despedidas daqueles que fundariam, despretensiosamente, o Clube da Esquina na década seguinte. A peça aborda essa fase embrionária ambientada no Edifício Levy e imediações no centro de Beagá. Bituca, Márcio, Brant e Lô são personagens centrais deste recorte da obra “Os sonhos não envelhecem” de Márcio Borges, poeta com olhos de cinema, literatura e música.

Autor: Márcio Borges Dramaturgia, cenário, programação visual, programação sonora, figurino, produção, direção, atuação: Thiago Monteiro Trilha sonora: Felipe Bassalo, Bruno Kamui Fotos: Thamara Monteiro Luz: Orlan Torres Projeção: Vídeo Ponta de Areia

Biscoito Frito, de Daniel Matos

Biscoito Frito, monólogo produzido dentro do Núcleo de Pesquisa em Dramaturgia do Galpão Cine Horto, em 2018, mescla as narrativas de si, o teatro biográfico e teatro documentário para relatar uma morte. O ator em cena busca, em diálogo com seu público, construir uma narrativa acerca do suicídio de seu pai e experimentar o processo de elaborar um luto. Mas, acima de tudo, por meio da palavra e do corpo, o ator deseja manter a memória de seu pai viva.

Direção, dramaturgia e atuação: Daniel Matos Iluminação: Morgana Produção: Daniel Matos e Mariana Ozório Preparação corporal: Dorothé Depeauw Colaboração: O tal coletivo de teatro (Daniel de Matos, Dhan Lopes, Igor Campos, Mariana Ozório, Luciana Bizzotto.)

20/10 | DOMINGO

Desencontro Marcado, de Mariana Arruda

Dirigida por Mariana Arruda, a cena apresenta os dramas de Julieta, palhaça que busca trazer absurdos das ordens de comportamentos relacionados à beleza feminina, relações sexuais, maternidade, aborto masculino, machismo. Trazendo estética do precário como fundo de sua saga, em seu colchão-casa Julieta brinca com seus inusitados objetos, convidando plateia a ruminar questões ordinárias potencialmente explosivas. Que venham então explosões de riso, porque não se pode explodir gente. Pode?

Direção: Mariana Arruda Elenco: Julia Mendes Dramaturgia: Julia Mendes e Mariana Arruda Colaborador artístico: Rafael Protzner Iluminação/operadora de luz: Priscila Tessuto Trilha e efeitos sonoros: Naiara Almeida Cenografia: Mariana Mendes e Julia Mendes Figurino: Mariana Mendes Projeto Gráfico: Davidson Alves Rocha e Julia Mendes Contrarregragem: Fernanda Alves Fotos: Davidson Alves Rocha Produção: Julia Mendes

Pele, de Mariana Ozório

Uma atriz em cena. A pele que habita seu corpo é a mesma que vem de seu pai, e é essa que ela tentará explorar: em corpo, forma, ato, objeto, palavra. Ela oferece a si e ao público fotos, lembranças e afetos desse homem e dessa filha, na tentativa de fazer suturas e amarrações onde o tempo não parece ter sido favorável para cicatrizações. É um encontro de vida e de morte, onde a possibilidade de se refazer acontece a todo tempo.

Direção: Mariana Ozório Colaboração: O Tal Coletivo de Teatro, Daniel de Matos Elenco: Mariana Ozório Dramaturgia: Mariana Ozório Iluminação: Morgana Cenografia: Mariana Ozório Figurino: Mariana Ozório Operador de som: Daniel de Matos Fotos: Daniel de Matos

24/10 | QUINTA

Para Borges e Nascimento, de Thiago Monteiro Desencontro Marcado, de Mariana Arruda

25/10 | SEXTA

Desencontro Marcado, de Mariana Arruda

Pele, de Mariana Ozório

26/10 | SÁBADO

Eu Parte, de Clara Bastos

Espécie, de Alexandre Miguel

27/10 | DOMINGO

aSSpirina, de Velma Pimenta

Adotivo, de Calil Rodrigo

Data: De 17 a 27 de outubro de 2019
Horário: Qui, sex, sáb e dom às 19h
Ingresso: R$20 (inteira) | R$10 (meia)
Classificação: 18 anos
Categoria: | Assuntos:

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