Dudude comemora 50 anos de trajetória com solos e lançamento de livro no GCH

As apresentações integram a programação da Mostra Dudude 50 – trajetória singular que segue até junho com residência artística, lançamento de livro sobre improvisação e apresentação de uma série de trabalhos solo significativos do percurso de cinco décadas de uma das improvisadoras de dança mais importantes da cena contemporânea brasileira.

A partir de 17 de maio, Dudude parte para a segunda fase de comemoração de suas cinco décadas como artista de dança com uma série de trabalhos solo composta pelos espetáculos Sublime Travessia, A Projetista e Maria de Lourdes em Tríade, que integra a programação da Mostra Dudude 50 – Trajetória Singular. Os trabalhos apresentam momentos distintos do percurso artístico de Dudude e possuem em comum “a palavra que surge de percepções corporais e não está descolada do corpo que dança. A palavra é dança”, explica a artista.

Sublime Travessia inaugura a tríade de solos, em uma curta temporada, de 17 a 19 de maio, sexta e sábado, às 20h, e domingo, 19h, no Galpão Cine Horto. Com trilha sonora de Nathalia Malo (SP), permeada por sons da cultura popular, Sublime Travessia (2016) nasceu de um percurso realizado pela artista por diversas cidades brasileiras durante apresentações do espetáculo A Projetista. O corpo urbano de Dudude foi entrando em contato com os diversos “brasis”, suas paisagens, cheiros, temperaturas e corpos, tendo na trilha sonora o chão e na letra do Hino Nacional Brasileiro o lugar de escavação de memória, de origem.

“O trabalho é inspirado no viver Brasil, reconhecer-se brasileiro, escutando as grandes oposições: ‘um país tão rico e pobre ao mesmo tempo’; ‘um país tão lindo e maltratado, abandonado’. ‘Um país tão abastado e tão miserável’; A letra do Hino utilizada durante o trabalho é um lugar para instigar e pesquisar sobre essas controvérsias”, explica Dudude.

A Projetista (2011), que terá apresentações de 24 a 26 de maio, a intérprete cria um espetáculo/desabafo e disserta todo o tempo sobre o seu possível e próximo projeto artístico. Em cena, Dudude aborda a questão do artista-projetista que se tornou um sintoma contemporâneo iniciado nos anos 90, quando toda uma geração criadora passou a mudar hábitos e posturas em relação ao mercado, tornando-se dele refém. A direção é de Cristiane Paoli Quito (SP) e a trilha sonora de Nathalia Malo.

No espetáculo Maria de Lourdes em Tríade (2004), o pano de fundo é a própria Dudude ou Maria de Lourdes (nome de batismo), que resolve ir a fundo na questão: quem poderia ser esta Maria de Lourdes? E assim mergulha em filósofos e poetas para desvendar esta pessoa. Maria de Lourdes habita três lugares e em cada lugar (Casa, Trabalho e Lazer) disserta sobre uma determinada sensação. O espetáculo comemora 15 anos em 2019 desde a sua estreia e segundo a artista é inevitável que passe por atualizações: “Eu mudei e naturalmente a obra acompanha esse processo. Apesar de ter passado tanto tempo, é um trabalho solo que continua pertinente e requer coragem”, reforça.

Lançamento

O livro Ela sentou na cadeira conta com textos autorais de Dudude sobre reflexões e experiências dentro da improvisação e alguns contos. A obra será lançanda durante a programação e estará à venda a R$30 após as apresentações da Mostra.

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