Cia. Les Trois Clés oferece oficina de bonecos no GCH

Nos dias 29, 30 e 31 de julho, a atriz-marionetista Eros P. Galvão, da Cia. Les Trois Clés, vai ministrar a oficina Do Ator ao Boneco.

A oficina busca compartilhar os fundamentos artísticos que movem o grupo ao longo de sua trajetória, relacionando por consequinte, formas inanimadas (bonecos e objetos variados) com a corporeidade do ator-bonequeiro, resultando assim, em provocações e desafios teatrais.

PROGRAMA

O trabalho se articula em três etapas e busca desenvolver um treinamento para o artista cênico, colocando em relação, o corpo, o objeto, o pensamento e a emoção.

1. AQUECIMENTO/ PREPARAÇÃO FÍSICA

• Estudos da mecânica corporal a partir de um repertório de exercícios gestuais, trabalho de dissociação, articula- ção entre diferentes partes do corpo, exercícios de ritmo e percepção musical. Transmissão das técnicas básicas de manipulação através dos bonecos da Companhia.

• Articulação entre as noções de presença e ausência no jogo do ator marionetista.

2. ESTUDO

• Escolha de um objeto ligado a um tema ou texto para investigar as possibilidades dramáticas.

• Criação de uma língua imaginária, de ritmos e gestos para a descoberta das características de um personagem. • Criação de espaços sonoros.

• Jogos coletivos e individuais.

3. IMPROVISAÇÃO

• Permite desenvolver a imaginação e orientar o trabalho, progressivamente, para a criação de pequenas cenas.

OBJETIVOS

O trabalho desenvolve uma pesquisa com foco na formação do artista cênico, através de um treinamento que articula técnica e improvisação. O objetivo é desenvolver, no seio de um grupo sólido e interessado, uma pesquisa intensiva em torno das múltiplas linguagens do gesto, da imagem, do som e da cena.

A oficina oferece aos participantes elementos formadores do corpo cênico, estimulando a descoberta, o enriquecimento e o aperfeiçoamento técnico e profissional dos artistas-participantes, confrontados, num curto e intenso espaço de tempo, às condições fundamentais da criação teatral.

PÚBLICO-ALVO

>>> Limite de 25 participantes (equilíbrio entre homens e mulheres, maiores de 18 anos), amadores ou profissionais.

>>> Indicado para atores, bailarinos, músicos, professores de artes cênicas e circenses.

SUGESTÕES PARA O TRABALHO

• Pontualidade e assiduidade;

• Roupas confortáveis e PRETAS (de preferência
calça e camisa de manga comprida);

• Generosidade e curiosidade!!!

EROS P. GALVÃO
Diplomada na França em Teatro de animação pela ESNAM – Ecole Supérieure Nationale des Arts de la Marionnette de Charleville-Mézières e em Estudos Teatrais pela Université Paris III- Sorbonne Nouvelle. Eros P. Galvão é atriz-marionetista, diretora e acrobata aérea da Companhia Les Trois Clés. Radicou-se em 1990 na França, onde estudou acrobacia aérea com Gérard Fasoli, Mímica Corporal Dramática na Escola de Mímica Corporal Dramática de Paris – Técnica de Etienne Decroux. No Brasil, formou-se em dança com Gilsele Santoro e em piano com Rosaria Campelo.

Membro de diferentes companhias francesas de teatro e do novo circo (Cirque Baroque, Le Footsbarn Theater, Le Préau – Centro Nacional Dramático de Vire, Cirque Romanès, lecionou acrobacia aérea e teatro na Académie Fratellini e na Ecole des arts de la piste de Boulogne- Billancourt.
Ministra regularmente oficinas de artes cênicas na França e no exterior.
Através da Cia Les Trois Clés, Eros, atuou e diriguiu os seguintes espetáculos: La dernière Balade de Buster Keaton (2015) Macondo (2010), A Gigantea, espetáculo premiado que participou do Circuito SESC Palco Giratório em 2016, entre outros festivais internacionais.

Atualmente, é atriz-pesquisadora do projeto A.P.A (Ateliê de Pesquisa do Ator), desde de 2014. Projeto este, que é orientado por dois dos principais atores-pedagogos do Brasil: Carlos Simioni (Lume Teatro) e Stephane Brodt (Amok-Teatro), sendo assim, uma iniciativa do Centro Cultural SESC Paraty.


A COMPANHIA LES TROIS CLÉS (As Três Chaves)
Fundada em 2006, por Eros P. Galvão e Alejandro N. Flores, a Companhia Les Trois Clés investiga e interroga, desde suas primeiras criações, o universo e as possibilidades de um teatro cujo principal veículo de expressão se situa além das palavras. Sem renunciar a elas, buscamos construir, a partir da linguagem corporal do ator-marionetista-acrobata, uma dramaturgia da imagem, movimento e experiência sensorial. Desde seu primeiro trabalho, esta vem sendo a constante de uma pesquisa em que dialogam o animado e o inanimado, o ator e o boneco, numa escrita cênica sutil, ritmada e alimentada pela música.

Em seu teatro de formas animadas, onde circo, música, bonecos e objetos variados tecem juntos a trama da cena, o grupo recoloca em questão o ofício, a técnica e a importância do ator no jogo cênico. Como nos teatros de Gordon Craig e Tadeusz Kantor, partimos do boneco, da marionete, para desenhar e transcender o jogo do artista: o boneco como modelo para o ator. A marionete, metáfora da morte (única habitante possível daquele corpo frio e inanimado) seria, seguindo a lição de Kantor, o único meio possível de representar a vida no teatro.

Paralelamente a esta investigação estética, nosso trabalho propõe em cada criação a exploração de temas humanistas e absolutamente atuais que são o denominador comum a todas elas. O engajamento nas questões mais sensíveis da contemporaneidade se traduz na busca constante de um equilíbrio entre a interrogação do momento presente e a efervescência de novas formas artísticas.

Em parceria com ANISTIA INTERNACIONAL, nossos espetáculos percorreram vários países (França, Alemanha, Romênia, Brasil, Espanha, Nova Caledônia, entre outros) encontrando um grande sucesso junto à critica e ao público.

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